segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

PRESENÇA INVISIVEL

Ainda sinto sua presença. Sua ausencia muito me entristece. Foram onze anos de convivencia e conivencia. Eu o chamava de meu fiel escudeiro. Amavel, carinhoso, inteligente, apegado, às vezes instavel e genioso, mas sincero e amoroso. O amor mais puro e sincero já demonstrado.
Seu passo macio só denunciava sua aproximação porque os tacos soltos do velho assoalho faziam um leve ruído. Gostava de dormir aninhado nos meus braços, não sei se sentia-se protegido ou era pra se sentir protetor; não sei se era para se aquecer ou me aquecer. Por vezes, dormia tão profundamente, que chegava a ressonar tão alto que me acordava. Acho que, algumas vezes, acordava meio tonto por algum sonho e me mordia; precisava chamá-lo e trazê-lo para a realidade. Ele, então, resmungava. E saía, de mansinho.
Infelizmente, ele adoeceu. Tentei amenizar sua dor. Ele sofreu muito. E morreu nos meus braços. Às vezes, apesar de não o ver, eu sinto a presença dele comigo. Nós éramos muito ligados. Algumas pessoas acreditam que as almas dos nossos bichinhos de estimação permanecem ligadas aos donos. Não sei nada sobre esse assunto, mas eu o sinto próximo, o meu gatinho persa, fofo, lindo, peludo, macio e muito, muito amoroso.

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