sábado, 5 de abril de 2008

Catolicismo perde liderança

Recentemente, li que o número de muçulmanos ultrapassa o número de católicos no mundo. Segundo o Vaticano, os seguidores do Islã formam 19,6% da população mundial, enquanto os católicos romanos não superam os 17,4%. O catolicismo já foi a religião predominante. Hoje, não é mais assim.
Os ensinamentos do islamismo são passados de geração para geração e são seguidos por todos, já os preceitos da religião católica não são mais transmitidos para os mais novos. E quando são, o jovem, depois, opta por não seguir esses preceitos, ou muda de convicção.
Muitos católicos estão deixando as igrejas e procurando algo mais real para acreditar. Nos últimos tempos, a igreja católica vem perdendo fiéis, principalmente para as congregações evangélicas e espíritas. Nem o movimento carismático, que tentava renovar o catolicismo, conseguiu segura o êxodo.
Eu me pergunto: o que aconteceu?
Uma série de fatores contribuiu para a perda de seguidores:
- Primeiro, a igreja católica parou no tempo, não acompanhou as mudanças mundiais; as pessoas mudaram, as coisas evoluiram e ela não percebeu, ou se percebeu, recusou-se a acompanhar.
- As constantes denúncias de pedofilia contra padres em todo mundo também têm afastado os cristãos. Como assistir uma missa rezada por um homem que molesta criança? É inconcebível.
- Tem uma posição conservadora demais frente aos problemas atuais: é contra o uso de camisinha, contra o uso de pílulas anticoncepcionais, contra o aborto, contra pesquisa com células-tronco.
Afinal, é a favor do quê? Que pessoas sejam infectadas pelo vírus da Aids? Que adolescentes sejam mães sem estarem preparadas? Que pessoas morram de doenças as quais pesquisas tem possibilidade de encontrar cura ou dar-lhes uma sobrevida ou uma melhor qualidade de vida? Nem vou entrar na questão do aborto, que é mais delicada.
Quando o indivíduo procura uma igreja, uma religião, ele está buscando um alento para sua alma, algo que lhe traga paz ao seu coração, uma palavra que eleve sua auto-estima e dê forças para superar os obstáculos do dia-a-dia, um alimento para sua fé.
Enfim, fé, cada um tem a sua; religião, cada um segue a que mais se adapta a sua crença. Analisando de uma forma crua, são vários caminhos que tentam levar o homem para o entendimento de si próprio, da vida e da morte.

Um comentário:

Marsílio Aguiar disse...

Gostei da reflexão sobre os factores que poderão estar na origem do afastamento dos cristãos da Igreja Católica. Porém, julgo haver outras razões mais profundas que se prendem com a psicologia e com a tendência compulsiva do homem para ser materialista. Recordo que não é só o Islão que está em crescendo. Também os seguidores de "seitas religiosas" estão a aumentar, apesar de terem de pagar o "dízimo", uma espécie de imposto sobre o vencimento.
Estas alterações preocupam-me, apesar de eu continuar a acreditar que Deus existe e é a Força criadora do universo.