sábado, 31 de outubro de 2009

BRINCANDO COM MÚSICA

É uma brincadeira antiga, em que muita gente já se divertiu: contar uma estoria ou uma situação juntando partes de varias músicas. Ou usando títulos de filmes , ou das proprias músicas. Muitas comunidades no Orkut já fizeram uso dessa brincadeira entre seus membros. O resultado é muito interessante ou hilario. Eu sempre gostei da brincadeira, porque você tem de ser criativo e, se estiver ao vivo e a cores, rápido, para não perder o "gancho" da estoria. Vamos tentar um exemplo "light" (entre parênteses, apenas o nome da música e quem canta, não faz parte da estorinha):

"Domingo quero te encontrar
E desabafar todo o meu sofrer" (Domingo - Só Pra Contrariar)
"Quando entrar setembro
E a boa nova andar nos campos" (Sol de Primavera - Flavio Venturini)
"É primavera, te amo
Meu amor
Trago essa rosa, para lhe dar" (Primavera - Tim Maia)
"Meu amor,
Olha só hoje o sol não apareceu" (Eva - Radio Taxi)
"Está chovendo estrelas, tempestade de paixão
Iluminando o meu coração" (Chovendo estrelas - Guilherme e Santiago)
"Talvez eu seja
O último romântico
Dos litorais
Desse Oceano Atlântico..." (O Último Romântico - Lulu Santos)
"Eu quero te roubar pra mim
Eu que não sei pedir nada" (Encostar na tua - Ana Carolina)
"Se eu não te amasse tanto assim
Talvez perdesse os sonhos
Dentro de mim
E vivesse na escuridão" (Se eu não te amasse tanto assim - Ivete Sangalo)
"Eu e você
Não é assim tão complicado
Não é difícil perceber...
Quem de nós dois
Vai dizer que é impossível
O amor acontecer..." (Quem de nós dois - Ana Carolina)
"Então vem...Que nos teus braços esse amor é uma canção
Eu não consigo te esquecer
Cada minuto é muito tempo sem você, sem você..." (Amor Perfeito - Roberto Carlos)
"Que estou apaixonado
Que este amor é tão grande
Que estou apaixonado
E só penso em você a todo instante" (Estou apaixonado - Daniel)

E por aí vai...

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

DOIS PRÍNCIPES E UM SAPO

Dois lindos príncipes, um loiro e um moreno. E um sapo gordo.
O príncipe loiro, lindo, olhos profundamente verdes, belo sorriso nos labios rosados, cabelos dourados ao vento.
O príncipe moreno, também lindo, de olhar castanhamente penetrante, sorriso enigmático, uma mecha de macios cabelos teimando em cair na testa.
O sapo, gordo.
O príncipe loiro, charmoso, carinhoso e inteligente.
O príncipe moreno, independente, prático e inteligente.
O sapo gordo, carente.
O príncipe loiro, desapegado, disperso, evasivo.
O príncipe moreno, desdenhoso, desatinado, fugaz.
O sapo gordo, depois do beijo da princesa: bem-humorado, carinhoso, sincero, romântico, sexy, inteligente, comprometido, afinal, tudo que uma princesa poderia esperar de um legítimo príncipe.

MORAL DA ESTORIA: Não julgue pela aparencia.

CHIQUE E BREGA

É CHIQUE gostar e ouvir jazz, blues, e música clássica.
É BREGA cantar e dançar funk, forró e hip hop.
É CHIQUE comer caviar ou fois gras em restaurante francês.
É BREGA comer churrasco grego ou hot dog na rua.
É CHIQUE blanquet de peru no café, faisão no almoço e salmão no jantar.
É BREGA mortadela no café, frango caipira no almoço e sardinha no jantar.
É CHIQUE usar chapeu no grande premio de turfe no Joquei.
É BREGA usar boné em qualquer ocasião.
É CHIQUE champanhe francês no Reveillon.
É BREGA sidra de fruta em casamento.

É CHIQUE ser autêntico e não importar-se com as convenções e modismos, só para pertencer a um grupo.
É BREGA ser fútil e fingir gostar de alguma coisa só para estar na moda e ser aceito pela sociedade.

Afinal, cada um é livre para gostar de qualquer coisa, independente se está na moda ou não, se é chique ou brega, e aquele que não aceitar seu semelhante do jeito que ele é, ainda não atingiu a maturidade.

sábado, 24 de outubro de 2009

FRASES INESQUECIVEIS

Muitas vezes, repetimos uma frase que ouvimos alguém dizer, porque a achamos pertinente, interessante, engraçada, porque marcou a historia, etc. Às vezes, até esquecemos o nome do autor, mas não a frase. Vez ou outra, inserimo-nas no nosso cotidiano, nos nossos escritos, nas nossas conversas. Uma frase não precisa ser inteligente, filosófica, profunda, educada, para se perpetuar. Quando ela não significa nada, não diz nada, não causa celeuma, ela se perde no tempo, se dissipa. Quem nunca repetiu, pelo menos uma vez na vida, uma das frases a seguir?

- "Ser ou não ser, eis a questão." - Hamlet, personagem de William Shakespeare
- "Elementar, meu caro Watson." - Sherlock Holmes, personegem de Arthur Conan Doyle
- "Meu reino por um cavalo." - Ricardo III, na peça de William Shakespeare
- "Penso, logo existo." - René Descartes
- "Vi, vim e venci." - Julio Cesar
- "Se não têm pão, por que não comem brioches?" - Rainha Antonieta, da França
- "Nesta terra, em se plantando, tudo dá." - Pero Vaz Caminha
- "Só vos prometo sangue, suor e lágrimas." - Winston Churchill
- "Saio da vida para entrar na Historia." - Getulio Vargas
- "Fí-lo porque quí-lo" - Jânio Quadros
- "É preciso ser duro, mas sem perder a ternura, jamais." - Che Guevara
- "A terra é azul." - Iúri Gagárin
- "Estupra, mas não mata." - Paulo Maluf
- "Relaxa e goza." Marta Suplicy
- "O cachorro também é um ser humano." - Antonio Rogerio Magri (pra mim, a melhor de todas)

Se formos escrever frases de políticos, o espaço vai ser pequeno, pois o repertorio é de fazer inveja a Justo Veríssimo e Odorico Paraguaçu, juntos.

domingo, 11 de outubro de 2009

PRA QUEM GOSTA DO REI

"O jovem Elvis Presley", biografia romanceada, do jornalista Ayrton Mugnaini Jr, é o novo lançamento literario, que destaca a infancia e a juventude do Rei do Rock, dentro de um contexto histórico.
Ayrton é jornalista, compositor, cantor, escritor, tradutor, pesquisador de música popular. Ex-integrante do Língua de Trapo (o original dos anos 1980), é autor de livros sobre Adoniran Barbosa, Rita Lee, Chiquinha Gonzaga, Raul Seixas, Queen, além da primeira enciclopédia sobre música sertaneja.


Fonte: Jornal Unidade set/out/2009 e blog do autor

RIO 2016



O assunto agora é a cidade do Rio de Janeiro sediar as Olimpíadas de 2016. Sim, nós podemos. Muito precisa ser feito ainda e tem-se quase sete anos para deixar a cidade mais maravilhosa. Temos tudo para fazer bonito e tornar o evento inesquecivel. Espero que haja empenho de todos os setores envolvidos, afinal o Barão de Coubertin já ficaria encantado só em chegar à cidade.
Parabens, Rio de Janeiro! Os brasileiros estão orgulhosos!


"O Rio de Janeiro continua lindo..." - Aquele abraço - Gilberto Gil



sexta-feira, 2 de outubro de 2009

LOURENÇO DIAFÉRIA

Em 16 de setembro de 2008, aos 75 anos, morreu Lourenço Diaféria. Lembrei-me da primeira crônica que li, deste autor, nos tempos da faculdade. Foi tema de discussão em sala de aula, porque, na época em que foi escrita, ele foi enquadrado na Lei de Segurança Nacional, por ter sido desrespeitoso com um "símbolo da pátria". Em 1977, isso era possivel. Eu nunca esqueci esta crônica e aqui eu reproduzo-a, na íntegra.

HERÓI. MORTO. NÓS.

[Crônica publicada em 1º de setembro de 1977 / Folha de S.Paulo]
Neste texto foi mantida a grafia original da época
Lourenço Diaféria

Não me venham com besteiras de dizer que herói não existe. Passei metade do dia imaginando uma palavra menos desgastada para definir o gesto desse sargento Sílvio, que pulou no poço das ariranhas, para salvar o garoto de catorze anos, que estava sendo dilacerado pelos bichos.
O garoto está salvo. O sargento morreu e está sendo enterrado em sua terra.
Que nome devo dar a esse homem?
Escrevo com todas as letras: o sargento Silvio é um herói. Se não morreu na guerra, se não disparou nenhum tiro, se não foi enforcado, tanto melhor.
Podem me explicar que esse tipo de heroísmo é resultado de uma total inconsciência do perigo. Pois quero que se lixem as explicações. Para mim, o herói -como o santo- é aquele que vive sua vida até as últimas consequências.
O herói redime a humanidade à deriva.
Esse sargento Silvio podia estar vivo da silva com seus quatro filhos e sua mulher. Acabaria capitão, major.
Está morto.
Um belíssimo sargento morto.
E todavia.
Todavia eu digo, com todas as letras: prefiro esse sargento herói ao duque de Caxias.
O duque de Caxias é um homem a cavalo reduzido a uma estátua. Aquela espada que o duque ergue ao ar aqui na Praça Princesa Isabel -onde se reúnem os ciganos e as pombas do entardecer- oxidou-se no coração do povo. O povo está cansado de espadas e de cavalos. O povo urina nos heróis de pedestal. Ao povo desgosta o herói de bronze, irretocável e irretorquível, como as enfadonhas lições repetidas por cansadas professoras que não acreditam no que mandam decorar.
O povo quer o herói sargento que seja como ele: povo. Um sargento que dê as mãos aos filhos e à mulher, e passeie incógnito e desfardado, sem divisas, entre seus irmãos.
No instante em que o sargento -apesar do grito de perigo e de alerta de sua mulher- salta no fosso das simpáticas e ferozes ariranhas, para salvar da morte o garoto que não era seu, ele está ensinando a este país, de heróis estáticos e fundidos em metal, que todos somos responsáveis pelos espinhos que machucam o couro de todos.
Esse sargento não é do grupo do cambalacho.
Esse sargento não pensou se, para ser honesto para consigo mesmo, um cidadão deve ser civil ou militar. Duvido, e faço pouco, que esse pobre sargento morto fez revoluções de bar, na base do uísque e da farolagem, e duvido que em algum instante ele imaginou que apareceria na primeira página dos jornais.
É apenas um homem que -como disse quando pressentiu as suas últimas quarenta e oito horas, quando pressentiu o roteiro de sua última viagem- não podia permanecer insensível diante de uma criança sem defesa.
O povo prefere esses heróis: de carne e sangue.
Mas, como sempre, o herói é reconhecido depois, muito depois. Tarde demais.
É isso, sargento: nestes tempos cruéis e embotados, a gente não teve o instante de te reconhecer entre o povo. A gente não distinguiu teu rosto na multidão. Éramos irmãos, e só descobrimos isso agora, quando o sangue verte, e quanto te enterramos. O herói e o santo é o que derrama seu sangue. Esse é o preço que deles cobramos.
Podíamos ter estendido nossas mãos e te arrancando do fosso das ariranhas -como você tirou o menino de catorze anos- mas queríamos que alguém fizesse o gesto de solidariedade em nosso lugar.
Sempre é assim: o herói e o santo é o que estende as mãos.
E este é o nosso grande remorso: o de fazer as coisas urgentes e inadiáveis -tarde demais.