No último dia 17/06, o Supremo Tribunal Federal decidiu, por oito votos a um, que, para exercer a profissão de jornalista, não há mais a necessidade do diploma universitário, ou seja, não é mais obrigatorio a formação acadêmica específica para o desempenho profissional.
Os Ministros entenderam que o Jornalismo é uma atividade intelectual e não técnica. Como assim? Acho que minha parte intelectual não me permite ver onde não encontrar "técnica", pois vejo o uso de técnicas para captação das noticias, para eleboração de uma reportagem, na publicação ou edição; para cada público específico, para cada tipo de midia, técnicas diferentes.
Vejo essa decisão sob dois aspectos negativos: o primeiro sob o aspecto da empregabilidade. Num mercado já tão dificil para o jornalista de formação, com cursos de aperfeiçoamento e especialização, a mão de obra vai ficar abundante, mais barata e sem qualidade. Além disso, corre-se o risco (quase certo) de aumentar os empregos por "Q.I" (quem indicou). Grandes engodos apareceram, embustes mascarados surgiram e farão seus nomes... (até sabe-se quando).
O segundo aspecto é também muito perigoso porque abre precedente para que isso ocorra com outras profissões que, hoje, necessitam de diploma e registro. Claro que um médico ou engenheiro sempre vai precisar de formação acadêmica, mas o advogado, por exemplo, poderia exercer a profissão sem diploma. (Que não fiquem bravos os nobres causídicos!) Como bacharel em direito, falo com conhecimento de causa, pois se uma pessoa de nível medio se dedicar ao estudo das doutrinas jurídicas, ele tem grandes chances de sair-se bem. E tem mais: há um certo tempo, hoje não mais, pelo menos que seja do meu conhecimento, existiam algumas faculdades de Direito, por correspondencia, ou à distancia, ou não-presenciais, não sei bem o nome que se usava na época. O aluno só aparecia uma vez por mês ou a cada bimestre para fazer uma prova. Ou seja, ele estudava sozinho, o que qualquer pessoa pode fazer de sua casa, basta dedicação. E muitos advogados conseguiram seu diploma assim, conseguiram seu registro na OAB e exercem muito bem a profissão, porque se dedicaram e se esforçaram.
Se algum dia for permitido ao cidadão comum poder prover sua propria defesa perante o Judiciario, os primeiros a se defender serão os presos na area criminal (todos sabem os artigos, incisos, parágrafos em que foram enquadrados e suas respectivas penas, quanto tempo ficarão presos, quanto tempo levarão para ter progressão de pena, etc).
E agora, o que eu faço com meu lindo diploma de bacharel em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo? Rasgo e jogo fora no lixo? Queimo, como queimaram os "sutiens" nos anos 60? Ou deixo pendurado para esconder a mancha na pintura da parede?
(Cada um está fazendo sua parte para tentar reverter essa situação.)
sexta-feira, 26 de junho de 2009
quinta-feira, 11 de junho de 2009
CASAIS INESQUECIVEIS
- Pato Donald e Margarida (HQ)
- Popeye e Olivia (HQ)
- Romeu e Julieta (Literatura, Teatro)
- Dirceu e Marilia (Literatura)
- Peri e Ceci (Literatura)
- Bonnie e Clyde (Cinema)
- Clark Kent e Lois Lane (HQ, Cinema)
- Dom Quixote e Dulcineia (Literatura)
- Burt Lancaster e Debora Kerr (Cinema)
- Fred Astaire e Ginger Rogers (Cinema)
- Vivian Leigh e Clark Gable (Cinema)
- Ingrid Bergman e Humphrey Bogard (Cinema)
- Richard Burton e Elizabeth Taylor (Cinema, Vida Real)
- Alec Baldwin e Kim Bassinger (Cinema, Vida Real)
- Brad Pitt e Angelina Jolie (Cinema, Vida Real)
O amor é lindo! O amor dá ipobe, dá bilheteria. E todas as expressões de arte sabem disso. Por isso, ao longo dos tempos, encontramos belas estorias de amor no cinema, na literatura, nas novelas e até nos quadrinhos. Estorias que ultrapassam as barreiras do tempo, vencem os obstáculos e as maldades, e nos fazem sonhar.
Se depois dos beijos do príncipe, que despertou Branca de Neve, e do outro príncipe, que colocou o sapatinho de cristal no pé da Cinderela, todos viveram felizes para sempre, aí já é outra estoria. O que nos foi contado, quando criança, vai só até esse ponto. Hoje, a gente sabe que as estorias continuam, nem sempre tão feliz e nem sempre para sempre.
As estorias de amor invadem o imaginario popular, principalmente do público feminino, emocional por natureza. Todos vivem ou querem viver, pelo menos uma vez na vida, uma grande estoria de amor. Quem ainda não viveu, pode estar em busca , mas o amor chega quando menos se espera e de uma maneira surpreendente. E o bom será viver esse amor intensamente e como dizia o grande poeta Vinicius de Moraes: "Que seja eterno enquanto dure..."
FELIZ DIA DOS NAMORADOS!
segunda-feira, 8 de junho de 2009
FEIJOADA AMEAÇADA
Não é a primeira vez que o reino animal comestivel passa por um boicote pela população e uma fase ruim para os negocios pecuarios. Os galinaceos passaram por situação semelhante com a tal gripe aviaria e os bovinos com a tal doença da vaca louca.
Quem sabe amanhã, ou depois, o camarão não tenha um surto psicótico e o bacalhau, uma doença nervosa causada por algum agente químico derramado acidentalmente no mar. Esquisito, talvez improvavel, mas possivel.
E como fica a nossa brasileiríssima feijoada?
Não fica, não dá para fazer feijoada só com feijão preto e carne seca, sem paio, sem linguiça (agora sem trema), sem as carnes suinas que a caracterizam, sem torresmo e sem caipirinha, claro.
Apesar de se falar que comer carne dee porco não traz nenhum risco de contaminação, muitas pessoas ficam com medo de ingerir carne suina e seus derivados.
Existe a opção de se fazer uma feijoada vegetariana, com carne de soja. Ihh!! Que os vegetarianos me desculpe, mas pra mim, não poderia ser usado esse nome. Já estive diante de uma e não tive coragem de experimentar. Tudo bem que há quem goste... mas feijoada tem de ser feijoada, tem de ter tudo que tem direito.
Que a feijoada não fique ameaçada por causa dessa pandemia! Pelo direito dos suinos de fazer parte desse tão tradicional prato servido todo sábado!
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